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10 coisas que você já deveria ter parado de fazer ao navegar na internet

Você já prestou atenção em seus hábitos quando está online ou faz tudo no automático?

Provavelmente você ainda não usa a internet de forma segura, então vamos aproveitar que hoje é o Dia da Internet Segura e repassar algumas práticas que você deve abandonar imediatamente.

 

1. Não habilitar a autenticação de dois fatores

Um bom método para evitar problemas em aplicativos, sites e redes sociais, é ativar a autenticação de dois fatores. Esse método de segurança utiliza um segundo método de acesso além da senha tradicional —muitas vezes pode ser uma mensagem via SMS com um código ou, ainda, o uso de um aplicativo específico—, o que torna a vida dos hackers bem mais complicada.

 

2. Não trocar a senha do roteador

Imagine que seu roteador é uma espécie de portão pelo qual todos os seus dados de navegação passam. Não é preciso nem dizer o que aconteceria se alguém interceptasse esse fluxo de dados, não é mesmo? Boa parte desse problema —e também para evitar que vizinhos folgados usem o seu sinal de internet— pode ser resolvido trocando a senha de fábrica do seu roteador e fazendo um ou outro ajuste. Ah, outra boa dica: evite, sempre que possível, usar wi-fi de estabelecimentos com grande movimento de pessoas, como restaurantes e hotéis, uma vez que hackers podem usar essas conexões para, adivinhem só, roubar dados.

 

3. Deixar a câmera descoberta

Sabe o que Mark Zuckerberg e profissionais do FBI têm em comum quando o assunto é vida digital? Eles usam fitas adesivas para tapar as webcams integradas dos notebooks. Sim, pode parecer algo “tiozão da internet” ou ainda paranoia, mas não custa nada. Afinal, as câmeras desses aparelhos podem, sim, ser usadas para espionar quem os utiliza.

 

4. Não usar um bom antivírus

Seja no seu computador ou no smartphone, usar um antivírus é algo recomendável para quem quer garantir sua segurança digital. Nesse sentido, o melhor a se fazer é apostar nos produtos de empresas conhecidas.

 

5. Não escolher bem a senha

Você é do tipo que usa a mesma senha para tudo? E deixa eu adivinhar: essa senha geralmente envolve uma data de nascimento, seu nome ou algo do tipo? Pois esse hábito —compartilhado por 50% dos brasileiros — é um cenário dos sonhos para qualquer hacker. Afinal, basta roubar uma senha para que ele tenha acesso a uma dezena de contas.

Uma boa solução para isso é usar um aplicativo gerenciador de senha. Boa parte desses programas contam com um gerador de senhas, o que garante que você realmente escolha senhas fortes para sites e aplicativos, além de criptografia para guardar seus dados. O acesso ao seu conteúdo de senhas é feito, normalmente, usando uma senha que segue critérios bem específicos – e é só dela que você terá que lembrar.

 

6. Esquecer os controles parentais

Boa parte dos aparelhos possuem funcionalidades que permitem limitar o acesso a conteúdos tendo por base a classificação indicativa. Os chamados controles parentais estão presentes em smartphones, serviços de streaming e até videogames, mas poucos usam.
Esse sistema, no entanto, é apenas uma ferramenta para evitar que seus filhos tenham acesso a conteúdos que não são indicados para a idade deles. “Não há mágica, nem tecnologia mais avançada que possa substituir a mediação parental baseado na confiança mútua. Navegar juntos, debater a vida digital sem julgamento, aprender e construir limites juntos, estimular usos positivos e, ao mesmo tempo, apontar como lidar com as situações de riscos. Ferramentas de controle parental podem ajudar, mas sem confiança e diálogo não funcionam sozinhas”, explica Rodrigo Nejm, diretor de educação da Safernet Brasil.

 

7. Descuidar do ambiente ao redor

Você pode ter senhas fortes, usar conexões seguras e ser uma pessoa cuidadosa na sua vida digital, mas ainda assim acabar tendo seus dados roubados. Como é possível? É o bom e velho “bisbilhotar” e funciona de uma forma um tanto clássica: enquanto você utiliza celular ou computador, pode ter alguém observando à distância e tendo acesso a informações sigilosas. Isso vale também se você deixa a sua mesa do trabalho bagunçada ou, ainda, usa adesivos de recados para anotar senhas e outras informações relevantes.
O melhor a se fazer, neste caso, é checar o ambiente que você está e evitar ao máximo acessar aplicativos como os de bancos em locais públicos.

 

8. Desencanar de denunciar abusos

A internet é um ambiente público e isso significa que pequenas atitudes tomadas coletivamente podem evitar grandes problemas. Uma dessas atitudes é usar as ferramentas disponíveis para fazer denúncias.
“Nas redes sociais, nas plataformas de games e também de vídeos é possível denunciar abusos, violência ou contatos indesejados. Pais e filhos, inclusive, podem explorar juntos, simulando como e onde é possível denunciar. A Safernet recebe denúncias de direitos humanos em www.denuncie.org.br e também orienta pais e filhos no www.canaldeajuda.org.br”, aponta Nejm.

 

9. Clicar em links sem verificar o destino

Quem nunca recebeu aquele email que realmente parecia legítimo, mas trazia um link que te mandava para uma página bem nada a ver? Isso é bem comum e não termina bem: pode ser a entrada para vírus ou para que criminosos roubem dados.
A melhor forma de evitar esse tipo de situação é checar remetentes de emails e outros tipos de mensagem (como os SMS) e passar o mouse sobre o link para ver se a página de destino é a mesma que aparece escrita no link —é muito comum caracteres estranho serem colocados em links que simulam as páginas originais.Outra sugestão é evitar ao máximo clicar em links encurtados que são enviados em mensagens de SMS, por exemplo, uma vez que eles dificultam muito que você avalie previamente a página para qual será enviado.

 

10. Cair em “negócios da China”

Sabe aquela mensagem que você recebeu indicando uma promoção boa demais para ser verdade? A chance de ser algum golpe, nestes casos, é enorme. Geralmente esse tipo de crime é cometido com a distribuição de mensagens em larga escala, o que, apesar de tornar o golpe mais perceptível, aumenta as chances de “fisgar” algum desavisado.
Neste caso, além de ficar atento em relação a “negócios da China” de procedência duvidosa, o melhor a se fazer é informar.

 

Matéria: Rodrigo Lara – Colaboração para Tilt, em São Paulo

Link: UOL

Os principais desafios que líderes de TI enfrentarão em 2020

Da escassez de talentos às preocupações com privacidade, executivos precisarão superar diversos obstáculos ao longo das suas jornadas digitais

Paul Heltzel, CIO (EUA)

Neste ano, com certeza, os líderes de tecnologia permanecerão focados nos projetos de transformação digital. No entanto, o trabalho não será fácil. Pesquisas recentes sugerem que os erros cometidos pelas iniciativas de digitalização serão uma das principais causas de preocupação para as empresas.

Um relatório do Gartner sobre riscos emergentes mostra que, embora as empresas continuem priorizando e financiando projetos digitais, dois terços não apenas deixam de cumprir suas promessas, mas também revelam “pontos fracos da empresa, fazendo com que as organizações vejam uma lacuna entre expectativas e resultados”.

A tecnologia digital também cria desafios em outras áreas, e os líderes do setor afirmam que seus problemas mais desafiadores giram em torno de ameaças à segurança e privacidade de dados, além da escassez de talentos com habilidades em alta tecnologia.

Confira os desafios que os líderes de negócios esperam encontrar em 2020 e de que forma os executivos com visão de futuro estão lidando com eles.

Gig economy preocupa

As empresas frequentemente lidam com as lacunas de talentos digitais com trabalhadores temporários e outras estratégias flexíveis, mas os executivos de tecnologia veem a ascensão da Gig economy criando diversos desafios, incluindo manter a empresa e dados confidenciais em segurança.

As equipes distribuídas têm suas vantagens, incluindo flexibilidade e capacidade de passar por mudanças rapidamente. No entanto, o relatório do Gartner alerta que o trabalho remoto também exige planejamento para enfrentar desafios: “Uma força de trabalho crescente, tanto no modelo de trabalho em casa quanto no espaço de trabalho, expõe a organização involuntariamente a vulnerabilidades na privacidade de dados e na segurança de informações confidenciais.”

Apesar disso, segurança não é a única preocupação na Gig economy. “Encontrar o talento certo é sempre uma das principais preocupações”, diz Christine Telyan, CEO da UENI. “Por um lado, o crescimento da gig economy apresenta uma enorme oportunidade ao ampliar o conjunto de talentos que uma empresa pode acessar. Por outro lado, ter uma equipe – especialmente uma equipe de tecnologia – trabalhando dedicadamente em uma única meta de negócios sem se distrair com outros projetos tem suas vantagens. Encontrar o equilíbrio certo de talentos em tempo integral e parcial para uma empresa será fundamental para o sucesso em 2020.”

Dados confidenciais

As preocupações com a governança de dados estão em andamento e os requisitos específicos do GDPR e da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) precisam ser tratados em vários níveis e por vários departamentos de uma organização.

“Esses regulamentos – assim como outros que podem surgir [em 2020] – têm penalidades severas por não conformidade”, explica o cofundador e CEO da Qubole, Ashish Thusoo.

“As empresas precisam projetar suas arquiteturas para atender a requisitos como o direito de ter seus dados excluídos e o direito de deletá- los. Isso deve ser concretizado em todos os repositórios de dados e em todos os ambientes, incluindo nuvens privadas, públicas e híbridas. Os fornecedores continuarão inovando no próximo ano com recursos e soluções para ajudar a atender a essa necessidade crítica.”

ROI de novas tecnologias
As empresas que pretendem utilizar tecnologias avançadas, como IA e automação de processos robóticos (RPA), precisarão pesar os benefícios da inovação com os benefícios ​​para os negócios. Segundo Mahi Inampudi, CTO e CPO da Envoy Global, não basta adotar tecnologias apenas por serem tendências.

“Trata-se de encontrar o business case certo”, afirma Inampudi. “O equilíbrio de recursos para apoiar esse empreendimento e o crescimento dos negócios continua sendo um grande desafio para todos os CIOs e CTOs. Nunca há recursos suficientes para executar todas as boas ideias que os negócios possam ter; portanto, o roteiro sempre precisa priorizar o maior valor agregado e o menor nível de esforço, independentemente de o valor advir de novas tecnologias de ponta ou alavancar capacidades existentes.”

Ameaças à segurança
Em vez de concentrar os esforços de segurança no combate a hackers ou ameaças desconhecidas, Jake Olcott, vice-presidente de classificações de segurança da BitSight, está mais preocupado com sistemas que não abordaram vulnerabilidades já conhecidas.

“As vulnerabilidades de zero day recebem mais atenção da mídia, mas em 2020, os hackers não se incomodarão com esses ataques altamente divulgados”, observa Olcott. “Em vez disso, eles se dedicarão a estratégias simples, como obter acesso a uma rede por meio de um fornecedor, de um terceiro ou por falta de aplicação de patches.”

Olcott também prevê que as violações de dados continuarão causando problemas para as empresas da Fortune 1000, devido a falhas na segurança da organização e de seus parceiros. Para lidar com a questão, o especialista afirma que as empresas devem concentrar seus esforços no monitoramento contínuo de ameaças à segurança.

Outro desafio relativo à segurança para é o combate ao aumento de ransomwares. Ken Galvin, gerente sênior de produtos da Quest Software, sugere que algumas organizações precisarão criar uma nova função para profissionais de segurança dedicados a combater softwares maliciosos.

“Metade da batalha para solucionar um problema de segurança é isolá-lo”, explica Galvin. “Mas, com o pessoal de TI sobrecarregado e estressado, e as idas e vindas necessárias para fazer um plano, aprová-lo e determinar o orçamento para resolver um problema, sempre há atrasos. O nível C está começando a entender agora, mais do que nunca, a importância da proteção contra ataques de ransomware. Deve haver alguém delegado especificamente para trabalhar com equipes para identificar problemas de segurança, determinar como resolvê-los e garantir que as medidas apropriadas sejam aprovadas para proteger os negócios desses ataques cada vez mais sofisticados.”

Gerenciamento de riscos – e expectativas

Matt Mead, CTO da SPR, reconhece as descobertas do Gartner sobre a frequência com que as iniciativas digitais falham, mas essa realidade pode ser difícil de gerenciar entre as demandas pela adoção rápida de novas tecnologias. “Hoje, as empresas e os clientes esperam que as soluções tenham lançamentos rápidos e capazes de se adaptar ao longo do tempo, relata Mead. “A TI precisa adotar novas tecnologias, tendências e abordagens para avançar no ritmo esperado. É difícil cumprir o prazo e o orçamento. Os CIOs precisam gerenciar todos os projetos de TI de maneira a mitigar os riscos. Comece certificando-se de que os projetos estejam usando uma abordagem ágil moderna e coloque todas as atividades de alto risco no início do ciclo de vida do projeto. Dessa forma, se um projeto não for bem-sucedido, poderá falhar rapidamente e não em estágios posteriores.”

O Gartner aconselha dividir iniciativas em projetos distintos para reduzir riscos em toda a organização. “A divisão de testes de modelo de negócios em iniciativas discretas evita o potencial de interrupções catastróficas. As organizações de sucesso favorecem investimentos incrementais, o que ajuda a organização a aprender em escala”, de acordo com o relatório.

Enfrentando a lacuna de talentos

A falta de talentos em TI fará com que as organizações busquem soluções através da automação, diz John Ferron, CEO da Resolve Systems. “Essa falta de trabalhadores técnicos qualificados chega em um momento em que a complexidade da TI está aumentando exponencialmente e os volumes de dados estão explodindo – todos impulsionados por iniciativas de transformação digital sustentadas por departamentos de TI com equipes pequenas.

Os times de TI devem esperar um foco crescente na automação inteligente e nos AIOps para ajudá-los a produzir mais com menos esforço, automatizando tarefas e processos repetitivos.”

Desenvolvimento de novas habilidades

Para Inampudi, da Envoy Global, o desenvolvimento de novas habilidades é fundamental, mas é desafiador em um ambiente em que a tecnologia está evoluindo em um ritmo cada vez maior. “Criar uma cultura de aprendizado e desenvolvimento é provavelmente um dos tópicos mais importantes para os CIOs todos os anos. Quando todos sentimos que estamos aprendendo e sendo desafiados no trabalho, a retenção melhora”, diz Inampudi.

“Minha preocupação sempre será se estamos excedendo as expectativas elevadas dos nossos clientes.”

Problemas com a nuvem

Estratégias de primeira migração para a nuvem podem levar a problemas que obrigam o recuo das empresas. “É um erro não forçado”, argumenta Adrian Moir, líder em tecnologia da Quest Software. “À medida que mais e mais organizações começam a adotar a nuvem híbrida, veremos eventualmente uma tendência de repatriamento da nuvem, que é o que acontece quando as empresas não investem adequadamente na migração para a nuvem. De repente, as organizações estão percebendo que estão gastando significativamente mais do que o previsto.” Para Moir, as empresas devem analisar os dados e as cargas de trabalho que possuem antes de contemplar a migração para a nuvem, a fim de descobrir os custos e os possíveis impactos envolvidos.

Mudança cultural em um mundo digital

Geoff Webb, vice-presidente de estratégia da PROS, afirma que a transformação digital requer um compromisso contínuo que evolui ao longo do tempo. Além disso, é preciso investir na mudança de mentalidade, e não só depender de novas tecnologias.

“Os líderes de negócios precisarão entender que a transformação digital não termina, mas se torna parte de como os desafios são resolvidos”, observa Webb. “Especificamente, eles precisam entender como as empresas podem impulsionar o nível de alinhamento organizacional necessário para fornecer resultados significativos com rapidez suficiente para impactar os negócios. É fácil lançar novas tecnologias em cima de um problema, mas a mudança profunda que precisa ocorrer exige um nível de suporte cultural e organizacional que pode ser desafiador para ser impulsionado e mantido a longo prazo.”

Matéria: CIO