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Podemos confiar uns nos outros à distância?

Após as primeiras semanas de “home office”, período em que o senso de urgência se instalou, talvez seja hora de pensarmos de forma mais definitiva sobre com quem iremos trabalhar e confiar em longo prazo – tanto em relações cliente-fornecedor como entre líderes-liderados – e considerando que, a princípio, provavelmente não haverá nenhum contato social.

Parece que o conhecido teatro corporativo perdeu força e o que sobrou é, de fato, o comprometimento e capacidade de entrega de cada um. Afinal, não é plausível que uma empresa que prometa muitas coisas em seu site seja difícil de ser contatada. Ou que uma pessoa que quer um trabalho numa empresa não dê nenhum retorno a partir dos contatos oferecidos.

Então o que entrou em jogo, agora mais do que nunca, neste novo momento de pandemia? Será que agora não ficamos mais próximos da verdade do que antes, quando tínhamos toda uma estrutura corporativa para nos proteger? Se prometo algo no site de minha empresa e não dou retorno no tempo devido com a desculpa da distância ou se faço mil exigências ao prospect antes de ouvi-lo de verdade – defendendo o meu antes de me colocar à disposição –, estas são condutas que mostram bastante os valores de cada empresa. Podemos dizer então que, neste novo momento, valores da cultura corporativa estão bem mais expostos do que antes e a verdade sobre cada empresa tende a aparecer muito mais do que antes.

Se o que de fato vendemos não são produtos e serviços, mas sim a nossa cultura, este momento de relações à distância deverá colocar os valores de cada empresa à prova, pois estarão sendo exercidos em cada pequeno momento de contato remoto pelas diversas pessoas de cada empresa. E a única forma de ter uma empresa verdadeira é ter, mais do que nada, colaboradores íntegros.

Um mundo novo está se abrindo, novos aprendizados virão, e uma mudança estrutural também está ocorrendo por uma vida mais simples, com menos exageros e com relações mais sinceras e comprometidas entre empresas e pessoas.

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Com o Home Office, o que muda na relação de parceria?

Quando falamos de relação de parceria, queremos falar dos papéis de quem fornece e de quem compra. Por que a palavra parceria, então? Porque hoje em dia não há nenhum desafio fácil, todas as empresas estão sendo pressionadas para entregar algo cada vez melhor, cada vez mais barato, sem erros e, de preferência, com alguma experiência incrível pelo cliente. Muita coisa, não é?

Para desafios grandes, em que muitas coisas são desconhecidas, é difícil que qualquer empresa tenha todas as respostas. Mais do que nunca elas precisam de alguém que seja muito mais do que o fornecedor de algo: ela precisa de um parceiro verdadeiro que esteja presente nas alegrias e tristezas desse caminhar. Nesse caminhar desconhecido, ambas as partes, fornecedor e cliente, irão errar. Então espera-se que primeiro se resolva a questão – que também pode incluir o cliente do cliente – e, depois, de forma honesta e construtiva, procurem-se as causas dos erros.

São nesses momentos que o fato de estar junto, numa co-construção da solução, é que a palavra “parceiro” cai muito bem. Trata-se quase que um casamento, onde dois pilares fundamentais devem estar em jogo: valores comuns e visão de futuro compartilhada. Portanto, uma parceria entre fornecedor e cliente pressupõe o compartilhamento de estratégias, visões e valores explícitos e verdadeiros entre essas duas partes.

Agora, num momento de trabalho remoto – quando é mais difícil não errar, quando a confiança deve estar previamente estabelecida, quando as incógnitas são maiores e quando a velocidade é um fator decisivo –, como não considerar o seu fornecedor um verdadeiro parceiro? É disso que essa relação se trata, acreditando ou não.

Nós da Disoft acreditamos nisso e temos atuado dessa forma nos últimos anos, sempre buscando a alocação de responsabilidades primeiro e, depois, acompanhando e trabalhando as ocorrências, mantendo um olhar de parceiro ao lado de nossos clientes. Tanto que, nesta atual crise, tivemos um processo muito fácil e transparente de adequação com nossos clientes.

Na área de Serviços estivemos totalmente disponíveis desde o começo, 24 horas por dia, apoiando nossos clientes a implantar o trabalho remoto da forma mais rápida possível. Já na área de Soluções, como o ERP Openbravo foi um dos primeiros ERP’s já nascidos na nuvem, desde sempre esteve disponível remotamente para garantir suas funcionalidades – neste momento só ficamos atentos para que os processos dos clientes funcionassem sem quebra de fluxo e para que suas receitas não fossem afetadas.

Crises sempre existirão, umas mais fortes do que outras. Mas a atitude de estar presente, mesmo sem saber o que teremos adiante, é fundamental. Não é fácil, mas acreditamos que o trabalho remoto veio para ficar e que parcerias verdadeiras serão cada vez mais necessárias para lidar com as imprevisibilidades dos novos tempos.